Curto e grosso:
Ninguém lê mais o blog. Tudo bem, não sou carente.
Contudo, devido a algumas razões, passarei a escrever no meu fotolog.
www.fotolog.net/bandzi
Vejo vocês lá, amiguinhos!
Vitor [Quarta-feira, Novembro 30, 2005]
Cara, é muito estupidez, mas agora fico pensando. Eu vou ficar muito puto o dia que morrer. Na moral! Não por morrer, apenas, o que já é obviamente o motivo mais honesto e justificável para se estar puto. O sujeito sabe que vai morrer hoje. Alguém vai criticá-lo se passar o dia todo de cara fechada, introspectivo ou turrão? Duvido. Bem, mas existe uma outra razão que acabei pensando ontem
Como já contei, à exaustão, para um monte de gente ontem eu vi o trailer do Apocalipse. Tipo, tinha maremoto na Baia de Guanabara, meteoros caindo do céu conjurados por Duendes que pude ver , mas é porque a chuva forte inundava os vidros do coletivo. Quem garante que não eram eles? Haviam pragas (estas vieram comigo no ônibus) gritando pela janela "olha o tubarão", "onde compro um jetski?" e outras coisas sacaneando os pedestres. Teve uma hora que chamaram uma menina de homem-aranha (isso mesmo: homem) por razões que desconheço. Enfim, nesse cenário desastroso eu fiquei pensando no El Niño, Efeito estufa, Bush (não a banda, o presidente), furacões e outras coisas ruins e pensei "caralho, se eu morro aqui, agora nenhuma das pessoas quem e cercam vão saber o quanto gosto delas". Pavoroso, cara! Sou muito piegas, mas não poder dizer que amo meu irmão, meus pais, minha namorada, meus amigos. Sair de cena e deixá-lo com nada mais do que uma lágrima é uma coisa que não me agrada. Acho que o dia que eu morrer vou acabar sendo um daqueles espíritos de filme que não larga o osso e fica na terra tentando falar com as pessoas.
Vitor [Sábado, Outubro 29, 2005]
Post novo!
Post novo!
Post novo!
www.teatrodeespelhos.blogger.com.br
Vitor [Quinta-feira, Setembro 15, 2005]
Andam (milhares de pessoas!!!) pedindo atualizações, mas eu estou sem saco de escrever aqui. Ia colocar uma foto, mas lembrei que essa porra não é fotolog e por isso, nada de foto. Não me lembro de nada engraçado que tenha me acontecido recentemente, por isso, nada de histórias engraçadas também. Não tenho coisas tristes pra contar, mas quero dizer que to muito puto com o Renato Russo, porque compôs Giz, mas o desgraçado, dentro de uma declaração tão bonita* estraga dizendo que é infeliz! Filho da puta! Vai ser depressivo em outra música, em outro cd! Vai ser depressivo, na casa do caralho, mas não nessa parte da música!
*a parte à qual me refiro é a seguinte:
"Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz"
Vitor [Sábado, Agosto 20, 2005]
Cara, velho é um bicho muito doido. Agora mesmo, estou descansando para enfrentar mais um dia de labuta e de repente me toca a campainha. Quando vou ver quem é, tem uma senhora cujo semblante olhei por poucos segundos, mas já vi de cara que era do tipo carola, de cabelos pintados de ruivos pra ficar "na moda", óculos redondo, com cara de vó. Ela confundiu a campainha da minha casa com a da vizinha, o que me fez ter uma idéia ainda mais esquisita dela, afinal, minha vizinha é esquisita (e carola). Aliás, a família lá é meio estranha. Bom, tá.. Eu disse "tá, tudo bem minha senhora, para a porta ao lado, aperte a campainha ao lado". Eu senti que precisava explicar. E ela cagou na minha cabeça! Sem desculpas, sem nem um olhar sem graça! É mole! A culpa era minha por ter a casa cuja campainha estava exatamente onde ela achava que deveria estar a da minha vizinha! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Pensam que acabou? Que nada. Fechei a porta e voltei pro quarto. De repente toca de novo a campainha. Penso: "das duas uma: ou a velha veio pedir desculpas (o que já seria péssimo pois incomodar pra pedir desculpas por ter incomodado é meio burrice), ou poderia ser o zelador ou sei lá quem pra dizer que rapaz da Light tá aí pra desligar a luz de novo", coisa que só acontece quando apenas eu, irresponsável e alheio às coisas do lar, estou em casa. Mas não era. Era a velha de novo. Só que quando abri a porta ela já estava virada pra porta da minha vizinha conversando.. Entrou e me deixou com cara de bobo na porta! Pode? Ah, sifudê!.
Vitor [Terça-feira, Agosto 02, 2005]
Acabei de ler o texto do Felipe e fiquei pensando uma coisa. Eu queria muito ter fé em algo, sabia? Sério mesmo. Queria ter certeza do fundo do meu coração que Papai do Céu existe. Na verdade poderia ser Deus, Buda, um cabrito pagão, sei lá. Tanto faz. Só precisava ser algo que me dissesse "ai, negão, tu que é um cara chegado, CB mermo, quando morrer, vai pro céu dos mano". Na verdade na verdade, podia ser até fé na ciência. 1+1 é 2, o céu é lá em cima e o chão lá embaixo e pronto. Mas oras, nem essas coisas hoje são exatas mais! Pra mim, o "penso logo existo" já não é mais uma máxima irrefutável, afinal, aquele idiota que me atormentava quando criança certamente não pensa, mas existe o suficiente pra socar minha cara, entende?! Filosofia, matemática, física, religião. É tudo a mesma porcaria, com um história melhor ou pior elaborada. Você acredita em uma coisa porque ela tem satisfaz, e ai então você se conforta. É bom, não é? Dá um sossego bom, vontade de dormir e sonhar com gostosonas nuas, sorrindo e babando no travesseiro. Mas eu não, acordo cedo, beijo a mulher que adoro, vou "trabalhar", tomo uma cerveja. Tudo isso é muito bom, mas finito. Não tenho certeza se existe algo de fato além, ou perpétuo. Bom seria cagar pra isso e viver um eterno carpe diem, mas não rola. Não dá. Não passa. Pensar é uma droga. Bom mesmo era o cara que socava minha cara.
Vitor [Quarta-feira, Julho 27, 2005]
- Vitor?
- Oi, tudo bem? (Hã? Que? Quem é?)
- Sim, estou ótima! E você?
- Também. Estou saindo do estágio agora. Tá perdida aqui? (será que assim ela dá uma pista de quem é?)
- Não, vim fazer umas compras. E você?
- Estou dando uma passada por aqui, pra ir até a faculdade. (não vou dizer que estou indo mijar. É feio!)
- Legal. Você está sumido, rapaz!
- Ah, estou mesmo. Ando fazendo umas coisas, não consigo administrar bem o meu tempo pra estar com todo mundo. (tá, dessa eu me sai bem. E nem é mentira mesmo. Como posso discordar? Nem as pessoas mais próximas me vêm com freqüência. )
- Eu falei com ******** há pouco tempo. Ela disse que esteve contigo faz um tempinho na faculdade, mas depois não te viu mais.
- Hum... (ótimo. Legal. O único nome que poderiam e dar uma pista e eu não consigo entender! E fica mal pedir pra repetir, sei lá...)
- Pois é. Bom, você, vai subir? (meu deus, que ela não me siga até o banheiro e perceba que não a reconheci)
- Sim, vou a uma loja no segundo andar.
- Bom, eu to atrasado. Vou nessa também. Beijos (acaba logo! Acaba logo!)
- Tá. Beijos. Tchau.
Cara, eu odeio quando isso acontece!!!
Vitor [Quarta-feira, Julho 06, 2005]
DEUS
Quem é ele? Onde fica? Tentem, senhores, direcionar tal questão a algo que possui, talvez, um funcionamento, digamos, similar a ele. Ou Ele, como preferirem os senhores. Pensem no magnetismo. Sim, o magnetismo, energia de atração. Uma forma de energia, uma força, concebida do modo mais puro possível por nossas mentes. Onde ele está, de forma geral? Quem é ele? Sim, muitos de vocês rirão, caso sejam alvejados por tais perguntas. Digo-lhes então: essas perguntas, que lhes soam tão absurdas, também são totalmente descabidas quando a pauta é o que se convencionou chamar de Deus. Assim como o magnetismo, Deus é uma forma de energia. Existe quando e onde se manifesta ou a partir do momento em que é concebido. Na verdade, caso tal noção esteja ao alcance dos prezados colegas, essa energia sempre esteve presente na existência*, portanto, trata-se de uma força atemporal. Não se intimidem caso isso lhes cause estranheza, posto que, no contexto em que fomos educados - e não me refiro a nossa cultura geral, mas sim à educação humana que nos acompanha desde os primórdios - aceitar o infinito só se torna possível dentro de alguns aspectos religiosos. Perguntas como "de onde viemos?", ou melhor colocando, "se Deus existe, quem o criou ou e de onde ele veio?" agitam-se em muitíssimas mentes questionadoras e inquietas. Essa percepção de uma existência infinita é, de fato, permeada de muito ceticismo e dá margem a diversas incompreensões. Voltando, então, essa energia atemporal que viria a se chamar de Deus (ou similares em um determinado momento histórico) sempre esteve atuante dentre as ações e reações da realidade, desde o momento em que se realizou o que chamaríamos hoje de altruísmo, bondade, generosidade etc. Considerando a faculdade atemporal da existência, o que torna impraticável termos o "primeiro", esse tipo de realização sempre esteve presente, o que, mais uma vez, vem a sustentar a noção do Deus atemporal.
Ao iniciar o tópico, tracei uma linha comparativa ente Deus e o magnetismo como formas de energia que motivariam algo. Entretanto, ressalto a gritante diferença entre tais forças, já que a primeira é infinitamente mais potente que a segunda. Por definição, Deus não está subordinado a nenhuma outra força atuante na existência, ao passo que possui supremacia sobre qualquer uma delas, apesar de não se manifestar sempre. Outra característica ímpar de Deus é a sua imprevisibilidade e isso está relacionado a dois fatores. Primeiramente, devemos considerar a dicotomia entre o bem e o mau. Esses dois conceitos arbitrários são fruto de qualquer criatura passional e, desde um primeiro momento, é um conceito que deve ser relativizado. O conceito do que chamamos Deus está profundamente ligado à noção vigente de bem e mau. Fenômenos benéficos para determinadas criaturas - ou seja, qualquer coisa que resida na existência ¿ podem ser considerados obras divinas, ao enquanto que para outras criaturas, com paixões diferentes, sejam considerados fenômenos malignos. Por isso, não existe a possibilidade de prever as ações de Deus, pois elas estão ligadas à perspectiva do observador. O segundo ponto, que se refere à sua imprevisibilidade, é a sua insubordinação a qualquer tipo de exame ou lei, física ou metafísica, já que não se comporta de forma padrão.
Não é possível dizer se possui alguma inteligência, pois o conceito de inteligência, além de mutável, é demasiadamente pobre para descrever qualquer finalidade de ação de uma força dessa magnitude. Talvez possua um porquê, alguma lógica ou alguma vontade, mas a pretensão de traçá-los fatalmente culminaria na sua humanização, seja pela atribuição de uma característica humana ou pelo esquadrinhamento em qualquer função definida pelo homem, que como todos sabem, é um tanto quanto limitado. Sinceramente, creio que ser algum jamais alcançará o conhecimento necessário para entender e muito menos controlar essa força de forma completa.
Provavelmente, o mais próximo que podemos chegar de uma definição de ¿Deus¿ seria dizer que se trata de uma força imprevisível e incontrolável que tem capacidade de orquestrar eventos das mais variadas escalas.
*Tomarei a liberdade de usar as palavras essência e realidade referindo-me a tudo que existe, independente da sua origem ou propósito. Entenda-se, então, esses conceitos como o conjunto de qualquer coisa que existiu, existe ou pode vir a existir, em qualquer plano, dimensão etc., bem como qualquer grupo de idéias ou possibilidades concebíveis e inconcebíveis. Matematicamente, poderia ser representado como um conjunto infinito.
Vitor [Quinta-feira, Junho 02, 2005]
Pra tentar dar mais vida a isso aqui, vou comentar um filme.
Gosto de filmes de vampiro. Juro, gosto mesmo. E nem precisam ser filmes bons não. O tema por sí só já é interessante. O problema é quando abusam da minha tolerância.
Ontem eu vi um tal de Drácula 2, que era uma continuação de um tal de Drácula 2000. O primeiro nem era tão ruim. Tem um final interessante, pelo menos, e uma cena que parece um comercial da AXE, quando o vampiro entra numa loja feminina e a mulherada vai olhando com cara de "quero pecar" conforme ele passa. Agora, o segundo é o que há de pior. Atores ruins, o Drácula parece um vocalista de uma banda de rock fracassada e o resto é ainda pior. As idéias do filme, e consequentemente dos personagens são horríveis bem como suas interpretação. Não lembro de nada que salvasse, com exceção do escárnios que promovi com Raquel a cada cena, avacalhando o filme. o Filme termina do nada, e eu fiquei me perguntando "hã?". Foi quando, de sacanagem , disse que ia ver os extras, procurar nas cenas cortadas. Quem sabe o final não estaria ali? E num é que tinha um tal de "não entendeu" como título de cena cortada? Por um segundo achei que teria o final do filme lá mesmo. Mas obviamente que não... se bem que, com esse filme, eu não em surpreenderia.
Acabou que era só mais um cena inútil de um filme inútil.
Ah, sim. Dica: se o dono da locadora diz que nunca viu o filme sobre o qual você está perguntando, acredite, é porque ele é ruim.
Vitor [Quinta-feira, Junho 02, 2005]
Vida de casado
- Hum, amor... o que é isso? Faz tempo que você não acorda assim. Ui, se mexendo desse jeito, com "isso", "desse jeito", tão... tão firme, tão forte e robusto.. ai, amor. Agitado desse jeito, o que você quer heim??´
- QUERO QUE VOCÊ SAIA DA FRENTE PRA EU IR MIJAR, PORRA!!!
Vitor [Sábado, Maio 14, 2005]